segunda-feira, 30 de julho de 2007

ATMOSFERA(5)


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Este quadro nos leva a algumas reflexões sobre o comportamento dos elementos da
atmosfera as quais realizaremos agora.


Sobre a capacidade dos freóns ascenderem na atmosfera:

A teoria diz que em uma marcha lenta e continua, eles seriam levados pelas
correntes conectivas equatoriais, portanto uma ascensão térmica, para altitudes
elevadas, esta “viagem” levaria cerca de oito meses.


O problema: na medida em que, as correntes ascendentes equatoriais ganham altitude, elas perdem calor pelo processo adiabático (cerca de 10oC por cada 1000m), portanto iniciam seu processo de subsidência (descida) nas faixas de alta pressão na zona dos trópicos, estas
derivando e formando os ventos de oeste e os alíseos de nordeste e sudeste.


Depois deveriam para norte (HN) e sul (HS) até sofrer ascensão dinâmica no choque com a
frente polar, acumulando-se nas zonas de alta pressão polares (ver fig. 03).


Embora haja uma tendência à mistura na atmosfera, os gases obedecem a certa distribuição
vertical e aos princípios da termodinâmica, ou seja, este aspecto possui elevado grau
de complexidade para a simples relação que ainda hoje perdura como senso comum.


Os fréons 12 e 11 pesam respectivamente 4,10 e 4,66 vezes mais que o ar
atmosférico e isto, aliado aos fenômenos da circulação geral da atmosfera tornam a
idéia da permanência dos fréons em elevada altitude, um aspecto bem complexo e
de pouca aceitação.


No corte vertical da atmosfera (fig. 03), lado esquerdo observamos esquematicamente à dinâmica do movimento vertical de ascendência e subsidência do ar e a formação da frente polar, no lado direito outra referência ao movimento horizontal e vertical na circulação geral.

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