segunda-feira, 30 de julho de 2007

ATMOSFERA(9)


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Segundo o INPE, nas regiões tropicais a variação de ozônio pode ser negligenciada,pois a radiação seria considerada constante, já em latitudes maiores:

“o máximo de concentração é estabelecido no fim do inverno, ou no começo da
primavera, e o mínimo se verifica durante o outono.
Durante a primavera a quantidade de ozônio encontrada em altas latitudes é maior, e em baixas latitudes menor, do que aquela que poderia ser prevista utilizando a teoria fotoquímica.
Neste caso, a distribuição da intensidade de radiação solar sugeriria a formação de um máximo durante o verão sobre a região equatorial. Portanto, as causas desse fenômeno podem ser relacionadas aos padrões de circulação atmosférica.
No início da primavera, a estratosfera próxima às regiões polares é
caracterizada por fortes correntes de ar descendentes.
Deste modo, o ozônio gerado em camadas acima de 20 km de altitude é transportado por estas correntes de ar em direção às camadas mais baixas, e uma circulação é formada com o ar fluindo em direção aos pólos na alta estratosfera e, em direção ao equador na baixa estratosfera.
O ozônio acumulado nesta região é transferido para a troposfera durante o verão” (INPE, 2006).

Nestas condições o movimento giratório do vórtice impede a saída ou entrada de
gases e a temperatura no seu interior chega aos -85oC. Alguns cientistas acreditam que este movimento caótico faz colidir um imenso número de moléculas, entre elas o ozônio, provocando sua diminuição momentânea. Assim, os níveis de ozônio de áreas circundantes ao vórtice chegam a alcançar 450 a 500 DU (Unidades Dobson) e no interior a valores inferiores a 200 DU.
Neste momento quando as reações do ozônio liberam calor e este somado ao da radiação infravermelha, correntes ascendentes de ar formam-se, levando oxigênio às zonas mais elevadas, criando condições para sua regeneração. Há que se ressaltar que tais condições são únicas e só ocorrem na zona Antártica.

CFCs na estratosfera ? Principalmente na Antártica?

Já foi comprovada a existência de muitos outros gases na estratosfera: o hidrogênio,hélio, metano (CH4), monóxido e bióxido de Cloro (ClO e ClO2), os óxidos de nitrogênio (NOx), compostos a base de Bromo (altamente reagente), Flúor, Iodo,bióxido de carbono (CO2) entre outros gases como o Argônio, Criptônio, Xenônio,etc, menos os CFCs.

Este fato foi demonstrado por inúmeros cientistas, entre eles, Igor J. Eberstein, do Goddard Space Flight Center da NASA entre outros pesos pesados desta área.
Assim, não havendo nenhum vestígio de CFCs na atmosfera da zona Antártica, mas sim um conjunto de reações provocadas pelos óxidos de nitrogênio, vapor de água e oxigênio, que vem a provocar a queda rápida do ozônio nesta zona atmosférica.

Alguns estudos tem indicado que dentro do vórtice os níveis de vapor d’água, ozônio e óxidos nitrosos, caem de maneira abrupta e elevam-se os níveis de cloro, e então vem a pergunta: de onde vem tanto cloro.

As fontes de cloro Pairando sobre o problema da redução sazonal ou efetiva da camada de ozônio,encontra-se um dos principais agentes apontados por vários dos estudiosos do assunto: o cloro.
O fato de haver uma grande presença deste elemento na atmosfera
Antártica, especialmente dentro do vórtice, levou a postulação da sua dissociação, a partir dos CFCs, mas é justamente ai que reside uma das grandes polêmicas, e a menos explicada.
Segundo alguns cientistas, entre eles o eminente químico Pierre Lutgen, afirmam que seria necessário que cerca de 90% de todo os CFCs mundiais estivessem no hemisfério sul, sem contar aqui que nem tudo que é produzido em termos efetivos é liberado para atmosfera, entre outros fatores envolvidos neste processo.

Na Antártida existem dois vulcões, “O terror” e o Monte Erebus, sendo que apenas o segundo é ativo desde 1841. O Erebus está a 77oS e 168oE, muito próximo da base onde se realizam medições meteorológicas que embasam estudos científicos sobre o tema.
Da base de McMurdo, são lançados constantemente sondas para medir a composição dos gases e o Dr. Haroun Tazieff, eminente vulcanólogo, já realizou varias campanhas para estudar os gases deste vulcão.
Após avaliar talhadamente o fenômeno, ele concluiu que são produzidas, cerca de 1.000 toneladas de cloro entre outros gases por dia, o que em uma semana produziria o cloro que todos os CFCs do mundo produziriam em um ano, ou seja, 7.500 toneladas de CFCs contra cerca de 360.000 toneladas de cloro vulcânico do Erebus, estes dados totais sobre produção dos CFCs estão no relatório do IPCC e os dados de Tazieff, disponíveis em artigos científicos.

Vejamos então na figura 07, uma estimativa da produção anual do cloro segundo
fontes diversas, fato que põe em cheque a teoria caótica dos CFCs.

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