segunda-feira, 30 de julho de 2007

ATMOSFERA(10)



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Tal informação impõe mais perguntas a serem feitas, como por exemplo:
O que levaria implicar a ínfima quantidade de cloro dos CFCs no problema do
ozônio?

Seria ele de fato o acionador do mecanismo de instabilidade do O3?
Qual seria o papel do cloro liberado de fontes naturais, que no caso do Monte
Erebus chega a ser 48 vezes maior que toda a produção mundial provinda dos
CFCs?

Outros dados assustadores também põe em cheque a questão, somadas todas as
fontes de cloro, estas são 80.000 vezes maiores que as liberadas pelos CFCs. E na
estratosfera registra-se apenas uma concentração de cerca de 0,1 ppb.


Estudiosos como o professor Lutgen, Khalil e Rasmussen, afirmam que a maioria do
CFC produzido “são devorados por bactérias que se encontram no solo em todo
mundo” (Lutgen, 2006). Bem como são dissolvidos no mar, pois como vimos
anteriormente, estes são mais de 4,5 vezes mais pesados que o ar.

CONTRADIÇÕES EVIDENTES


Publicações da NASA de 15 de março de 1988 davam conta que a camada de
ozônio sobe os EUA e Europa haviam diminuído cerca de 3% entre 1969 e 1986, o
que levaria a um aumento das radiações UV e conseqüente epidemia de câncer.
Mas a conclusão não foi unânime, em 12 de fevereiro de 1988 a Revista Science,
publicou um interessante estudo de Joseph Scotto, do Biostatistic Branch do
National Cancer Institute dos EUA, que apresentou evidência científica provando que
a quantidade de radiação UV-B que chegava a superfície dos EUA havia diminuído
cerca de 7% entre 1974 y 1985. Ele se baseou em uma rede de leituras diretas em
estações de monitoramento ao nível do solo com medidores Robertson-Berger que
detectaram variações em declínio.

Os pesquisadores contrários às proposições de Scotto afirmaram estar ele
equivocado por não levar em consideração que a produção fotoquímica do ozônio
troposférico, especialmente nas grandes cidades, ou outras substâncias pudessem
estar diminuindo a radiação pelo seu poder filtrante.

Resultado, em outro número da
mesma revista, Scotto diz que tal contaminação urbana não dispersaria os UV-B e
argumenta que em Mauna Loa (Hawaii), lugar relativamente livre de qualquer
contaminação, as análises preliminares não mostraram qualquer aumento de
radiação entre 1974 e 1985.

O resultado deste polêmico debate foi: Scotto não pode
mais continuar suas pesquisas e suas estações foram fechadas, impossibilitando
assim a continuidade no fornecimento de seus dados, o que acabou projetando-o no
cone de sombra da ciência, especialmente sobre esta temática.

Nos diversos debates que sucederam, Molina tentou explicar as reações químicas
que levavam a brusca queda dos níveis de ozônio, mas um amplo conjunto de
cientistas, ainda contesta cabalmente as proposições dele, principalmente pelo fato
de não explicar a origem do cloro em suas equações.

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