segunda-feira, 30 de julho de 2007

ATMOSFERA(11)

A radiação ultravioleta

A radiação ultravioleta é uma parte do espectro solar, e pode ser separada em três partes:

UV-A – 320 - 400 nm (nanometros)/ UV-C 320 – 280 nm /UV- B - <280nm>

A radiação UV mais importante, sem dúvida, é a UV-B. Esta radiação é absorvida na atmosfera pelo ozônio, na estratosfera.

A pequena quantidade que passa pela atmosfera e atinge a superfície é muito importante, porque excessos desta radiação causam câncer de pele, e são de grande preocupação dos médicos dermatologistas, mas sem ela não haveria vida e a síntese de algumas vitaminas, como a D pelos seres humanos.

Algumas citações muito importantes:

Quatro pesquisadores, estudando a radiação UV, citados por Lutgen afirmaram que
entre 1974 e 1984 informaram que a variação de ozônio foi da ordem de -0,26 a +
1,5%, completamente insignificante se forem consideradas as margens de erro do
método utilizado.


Os professores Larsem e Hendrikson estudaram dados desde os anos 1930 no
Ártico e em 2000 publicaram artigo na Nature, mostrando não haver diminuição
alguma na radiação UV. Soukharev, pesquisadora da Universidade de St. Petersburgo por décadas seguidas,não registrou mudança na radiação UV em estações sob seu controle.
Ferreyra (2006) afirma após análise de diversas fontes que: "Os valores típicos de
radiação global médios são de ~300 watts/m2 em Buenos Aires; próximos de 100 a
150 watts/m2 na Terra do Fogo; e de ~100 Watts/m2 na Antártida. Os níveis de
radiação ultravioleta diretamente abaixo do Buraco de ozônio não alcançam a
metade dos de Buenos Aires no mesmo momento”.

De fato, sobre os dados e suas interpretações, residem muitas controvérsias, mas
um substancial número de cientistas, afirmam que muitas estações de observação,
não estão detectando tal diminuição, apenas variações estacionais ou associadas a
fenômenos como manchas solares ou vulcanismo de larga proporção, como o do
Pinatubo em 1991 que afetou o clima global por vários anos.

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